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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Bordoadas da vida II

Faz mais de um ano que não escrevo nada nos meus blogs e nesse período, aconteceram muitas coisas desagradáveis, que me desestimularam, em muito, a vontade de continuar escrevendo. Numa das minhas últimas postagens relatei, animada, a recuperação da minha mãe de seu câncer. Minha querida mãezinha trilhou o seu Calvário e infelizmente, a doença foi mais forte e a venceu, vindo ela a falecer final de outubro do ano passado (29/10/12). Já vai fazer um ano que não tenho mais sua presença física para me apoiar e ajudar. Sinto muito a falta dela e pra mim, parece que foi ontem que ela faleceu, eu e ela éramos muito ligadas. A dor da perda persiste até hoje. Pra completar, também estou doente, não do mesmo mal de minha mãe, mas fiquei diabética. Descobri há pouco tempo e seguirei a vida com muitas restrições alimentares, de hoje em diante, e pra quem amava um docinho, como eu, terei que me adaptar a minha nova condição de vida.
O que ilumina a minha vida é os afazeres da maternidade, o sorriso e o carinho da minha filha Clarissa, hoje com 1 aninho e 8 meses. Afazeres estes, que me afastaram um pouco do mundo virtual, levando-me até a um esquecimento, desaprendendo a mexer no computador e escrever nos blogs (apanhei pra escrever este pequeno texto). Enfim, depois de quase dois anos ausente, achei que era hora de dar um sinal de vida aos leitores e notícias do que estou passando no momento. Ainda sem previsão de volta, infelizmente, despeço-me e confesso que sinto saudades de todos, mas a minha inspiração, atualmente, anda meio abalada e a cabeça não tem funcionado pra ter novas ideias. Espero que todos compreendam e envio um recado a todas as mulheres que me leêm, aproveitando o outubro rosa, que simboliza a luta contra o câncer de mama: não deixem de fazer seus exames preventivos. O câncer de mama descoberto bem precoce, tem muitas chances de ser curado. Talvez, se minha mãe tivesse se cuidado e descoberto cedo, ela estaria comigo até hoje.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

PEQUENA CONFISSÃO e PEDINDO A COMPREENSÃO DE TODOS


Grandes autores sempre, mesmo depois de escreverem boa parte de seus textos, reiniciavam suas obras para melhorarem a qualidade deles. Foi assim com J.R.R. Tolkien que reescreveu O Senhor Dos Anéis por cinco vezes. Longe de mim querer igualar-me ao grande escritor de tamanha obra de ficção, pois perto dele, sou aluna de ensino fundamental ainda, com muito por aprender. Mas até por respeito aos que me leêm — e por que não dizer que me seguem pelo blog —acho que oferecer uma leitura agradável e não maçante, é o mínimo que eu poderia fazer e confesso a vocês, como todo escritor amador, que apenas escreve para se distrair e tentando entreter aos outros, sinto-me perdida na história. A minha intenção era oferecer uma história de Tristão e Isolda com uma outra visão, diferente das habituais. Às vezes, pego-me a pensar se seria esse o melhor caminho ou não, manter o curso da história original ou mudar, colocando minha própria identidade (a propósito, preciso confessar: sempre achei essa história de Tristão casar-se com outra Isolda na Bretanha, que não fosse sua verdadeira amada, não muito aceitável), também nunca engoli muito o fato das duas velas, negra e branca, selar de vez a sorte dos amantes e a morte de Isolda, que apenas ao ver Tristão sem vida, morreu de tristeza, expirando ao seu lado. O que ela teve? Foi um infarto fulminante?! Seria assim tão fácil? Isso remete-me até a uma outra história de tragédia bem conhecida: Romeu e Julieta. Não que eu não goste do final, só achava que seria mais fácil pra Romeu, em vez de correr atrás de um frasco de veneno para se matar, pegar a sua adaga e matar-se diante de Julieta, assim como ela o fez. Por isso, queria dar um final diferente à minha versão de Tristão e Isolda. Uma morte mais pomposa e marcante. Porém, como toda mudança trás certos riscos, estou encontrando certa dificuldade para chegar a isso e prosseguir com a história. Já pensei em até fazer uma enquete, para que os meus seguidores e até leitores casuais me ajudassem, votando se preferiam o final tradicional, um final alternativo (morte diferente) ou um final feliz. Acredito que muitos já desejaram que o final de uma determinada história fosse feliz em vez de triste. Mas já fiz uma enquete no blog e não deu muito certo, quase ninguém votou e a tirei, e nem era sobre isso! Apenas se gostavam do blog, para dizer sim ou não. Se uns cinco votaram foi muito. Então não me resta outra alternativa: parar tudo, reavaliar tudo que escrevi e se houver necessidade, reescrever e mudar para melhorar. Um abraço a todos e espero um dia voltar a esse espaço, com a história toda escrita e completa, só tendo o trabalho de postar a cada semana. Estou lendo até um livro sobre escrever melhor pra ver se ajuda. Até a próxima pessoal!

domingo, 11 de setembro de 2011

Boas notícias


A coisa de um ano atrás, parei de editar no blog, porque a saúde da minha mãe estava comprometida. Volto agora, com toda alegria do mundo, pra dizer a todos que mamãe se recuperou bem e está quase curada. Os médicos estão muito animados com a resposta positiva de minha mãe aos tratamentos. Passada essa etapa difícil, começo a enfrentar uma nova etapa, com notícias mais alegres. Fui muito abençoada, estou me preparando para ser mãe. Rezo todos os dias a Deus para que meu bebê venha com saúde, para que assim, ele seja um grande presente de Deus à minha mãe, que está feliz por ser vovó. E eu, estou realizando o meu maior sonho. Vi-me na obrigação de dar-lhes satisfações depois de tanta ausência e espero, em breve, conseguir voltar à ativa com capítulos inéditos de Tristão e Isolda.

domingo, 17 de outubro de 2010

Tristão e Isolda-Capítulo 20: Acerto de Contas - (5ª parte)



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O rei subiu aos aposentos e agora, iria acertar as contas com Isolda. Uma vez confirmado por Tristão, como um fato no passado dos dois, ela não teria como negar. Marcos entrou no quarto e Isolda reparou que ele estava estranho. Brangia também reparou.

—Algum problema?

— Por que deveria? Há de fato algum problema ? Espero que minha senhora me diga...

Isolda recuou assustada e Brangia idem. Elas nunca o tinham visto assim.

— Não sei do que falas, milorde!

— Ah, não sabes... Brangia, saia!

Brangia hesitou em sair e só obedeceu, porque Isolda fez-lhe um sinal para que saísse. Depois que Brangia saiu, ele agarrou a esposa e jogou-a sobre a cama.

Meu rei! O que pensas estar fazendo?

Não mintas mais para mim e nem ouse enganar-me, pois não serei clemente!

Estás louco?!

Huddent o atacou quando viu sua dona ameaçada, mas contra Marcos, ele não pode fazer muito por ser tão pequeno. O cãozinho acabou expulso do quarto.

— Diga que não é verdade que Tristão e vós, senhora, já se envolveram no passado! Diga e não respondo pelos meus atos!!! Eu já soube de tudo...

Isolda viu-se perdida e morta. Só um milagre para salvá-la agora.

Eu não sei do que estás falando, meu senhor!

Sabe sim! Ah, tu sabes! Eu vi a carta de teu pai oferecendo tua mão à Tristão.

C-Como?! E-Eu não sei nada direito sobre isso...

Mentirosa!!! Tristão já confirmou sobre o passado de vocês! Vais contra a declaração de teu antigo amor, mulher?!

Marcos, por favor... — Isolda entrou em desespero — ...eu posso explicar!

Brangia, como estava preocupada, ficou ouvindo atrás da porta. O rei parecia que iria matar a rainha a qualquer momento, no que ela se desesperou e correu para chamar ajuda. Foi logo atrás de Dinas, seu noivo e Perynnis, o pajem de Isolda.

Audret e Basílica que adoraram, pois os gritos encolerizados do rei, se fazia ouvir pelos corredores do castelo.

Nossa! O que é isso?! Meu Deus! — exclama Basílica.

— O doce som da vitória! — comemora Audret levantando-se de um pulo e correndo para ver o resultado de sua vingança.

Ei! Espera!!!!

Basílica correu atrás, ajeitando “desajeitadamente” as madeixas cobres de seu penteado.

Tristão também ouviu e percebendo o corre-corre, foi tentar fazer algo para salvar sua amada, mas Dinas o impediu.

Não, Tristão! Tu não deves ir!!!

Me larga Dinas! Ela precisa de mim!!!

Indo lá, só irás piorar as coisas!

Brangia só sabia chorar de apreensão.

Na porta do quarto, Huddent cavava impaciente por baixo da fresta e gania desesperado. Perynnis o pegou e Dinas entrou nos aposentos, a tempo de segurar o rei.

Majestade, acalme-se! Estás fora de si!!!

Audret e Basílica chegaram naquele momento. Basílica, por ordem de Audret, correu para abraçar Isolda e fazer-se de amiga.

Marcos! Por que fazes isto com a pobrezinha?!!!!

Vais continuar negando, depois de tudo que foi confirmado, mulher infame?

Não! Não vou negar!!! É a verdade que queres? Pois terás a verdade!!! — grita Isolda corajosa e altiva. — Sim! Eu e ele nos envolvemos no passado! Mas meu pai, por saber ser ele o assassino de Morholt, não deu-nos sua benção e nos afastou, expulsando-o da Irlanda. Porém, vendo-me triste, acredito que decidiu voltar atrás e escrever a Tristão, pedindo que voltasse para se casar comigo. Só que Tristão não deu nenhuma resposta e foi buscar-me para casar sim, mas convosco, e chegando à Irlanda, o mesmo confessou a meu pai que não sentia mais nada por mim, pois estava envolvido com outra mulher, que havia encontrado um outro amor! — Isolda tenta essa saída, para acalmar o marido e funcionou. — Por isso, só o que posso dizer sentir por ele, agora, é desprezo!

Como?! Mas nunca a vi demonstrar isso e destratá-lo!

Por consideração a vós, o tolero! Oh, o Céu é testemunha do quanto desejava a vossa volta, para não ter que suportar mais a companhia de Tristão. Embora não demonstrasse, eu o odiava por isso e queria me vingar! Mas depois que vos conheci, descobri um novo sentido para a minha vida!

Isolda conseguiu simular lágrimas de alguém muito humilhado e incompreendido. Audret teve vontade de gritar, acusá-la de mentirosa e pervertida. Contudo, conteve-se, pois o rei caíra na artimanha dela e logo se jogou aos pés da rainha, a pedir-lhe perdão.

— Isolda, minha querida! Me perdoe!!! Não sei o que deu em mim!

Sois um tolo! Nunca reparastes que quando me obrigavas à companhia de Tristão, nós dois ficávamos estranhos? Não reparastes nas escusas de Tristão para não comer em nossa companhia? Era sempre tu que o obrigavas a sair da solidão dos seus aposentos para vir ter conosco. Sabe por que disso? Porque ele sabia que eu o odiava...





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Tristão e Isolda-Capítulo 20: Acerto de Contas - (4ª parte)


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Marcos estremece. O rei abandonou o acesso de fúria e lembrou-se do mal-estar causado na Corte, quando ele mesmo propôs que Tristão sucedesse-o no trono. Lembrou-se de muitos barões que se pronunciaram contra. Poderiam, de fato, estarem armando para que ele se indispusesse com Tristão? Mas a carta comprometedora de Anguish da Irlanda existia, e as testemunhas também, para provar aquele suposto romance. Marcos não sabia o que fazer...

— Pois bem, meu tio. Fiz minha defesa e compete a vós julgar-me. Se achais que tenho alguma razão, perdoe-me pelo meu mau passo no passado; agora, se acreditas que sou culpado, mesmo sabendo o quanto de fidelidade vos devotei todos estes anos de minha vida, mate-me e devolva a paz ao vosso coração.

— Não vou matá-lo, não agora, preciso pensar e julgar da melhor forma possível. Mas, infelizmente, vou precisar fazer algo convosco até segunda ordem.

Marcos não conseguiu mais manter aquela raiva. Vendo o amado sobrinho ali, oferecendo-lhe a vida dele pela sua paz de espírito, acabou comovendo-o.

— Eu convoquei o Conselho, mas vou adiar porque estou ainda muito confuso e abalado e não quero tomar nenhuma decisão precipitada. Há ainda muitas coisas a serem esclarecidas. Mas alguma decisão deverá ser tomada, pois os barões exigem que eu a faça e tome uma atitude. Por hora, para protegê-lo, aconselho-o a afastar-se do castelo, para que não dê razões às más línguas, pelo menos até essa poeira baixar.

— Quer que eu vá embora?! — assusta-se Tristão.

Tristão empalidecera. Ser exilado logo agora no pé em que estava a relação dele e Isolda? Com uma criança por vir?

— Não querias ir até Lioness, antes que eu partisse com Uriens? Pois bem, estou concedendo-lhe o que me pediste.

Isso era tudo o que Tristão menos queria. Deixar Isolda, exatamente na hora em que ela mais precisava dele.

— Por favor, meu senhor, eu regressei de lá há pouco tempo, não me afastais da vossa companhia agora que voltastes. Acredite, não há necessidade...

— É uma ordem Tristão. Faço isso para o teu próprio bem... — encerra o rei firmemente. — Partas logo que o dia amanhecer, vos darei proventos para a viagem e só tornes à Cornualha, quando receber minha ordem. Ou preferes que eu o mantenha cativo, até o julgamento?! Só Deus sabe qual será a tua sorte, uma vez que mesmo dissestes que possuis inimigos declarados no castelo...

Marcos saiu da sala e Tristão ficou a sós com suas terríveis aflições. Suas pernas tremiam e não queriam obedecer-lhe. Ele ofegava e suava, era um milagre ele ainda estar vivo.

Viu-se num torvelinho de emoções. Ele vira seu tio esquecer sua realeza e chorar pela primeira vez e isso, o impressionou. Percebeu , também, o quanto era amado por ele, de uma forma que não merecia, porque ainda que os inimigos tenham destilado tamanho veneno, o tio continuava empenhado em protegê-lo.

Com isso, Tristão também chorou. Chorou pela sua situação como amante enfeitiçado e o quanto era difícil afastar-se de Isolda. Chorou pela vinda da inesperada criança, que Isolda carregava no ventre. “O que será de nós?” Foi a única pergunta que veio-lhe à mente.

— Oh, Deus dos Céus Eternos! Por que tive que beber aquele maldito filtro?



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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Tristão e Isolda-Capítulo 20: Acerto de Contas - (3ª parte)



Postei finalmente três textos. Depois de meses ausentes, em respeito a todos que me acompanham, era o mínimo que podia fazer. Confesso que nesse tempinho de férias, dei uma repensada na história e mudei muitas coisas para oferecer uma leitura cada vez melhor a todos. Abraços e espero que curtam.

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Tristão foi outra vez ao encontro do tio, que agora, estava com uma cara nada amistosa. Audret estava com um sorriso sarcástico, iluminando todo o rosto e Hestas, o velho conselheiro, encarava-o com ares de severa reprovação. Um silêncio mortal pairava no ar. Tristão desejou mais uma vez, como tantas outras, que o chão se abrisse e o devorasse até o rei quebrar o silêncio.

Saiam os dois! — ordena ele.

Audret protestou.

— Mas, senhor meu tio, eu...

— Ambos já cumpriram a que vieram, agora, minha conversa é só com ele.

Tristão não desviou, em momento algum, o olhar de seu tio. Hestas e Audret saíram contrariados. Marcos se levantou e sem hesitar, achegou-se a Tristão e deu-lhe um sonoro tapa em sua face. Os dedos ficaram logo marcados, mas Tristão não ofereceu nenhuma resistência e também, não reagiu.

DEVASSO!!! MENTIROSO!!! IGNÓBIL!!!! Mentiste para mim! Disseste-me que estavas cuidando de Isolda com extremo zelo?! Que me dizes disto?

Marcos jogou a carta de Anguish no rosto do sobrinho. Tristão, sem entender, pegou a carta e leu. Ficou sem palavras e lembrou-se da vez que o rei da Irlanda comentara, sobre uma carta que enviara a ele.

Vais ter a coragem de negar os sentimentos por Isolda, depois desta prova?

Tristão amassou a carta e deixando vazar toda a raiva contida; explodiu:

Não! Não vou negar! Mas isso já foi há muito tempo! Só o que sinto por ela agora, é respeito por ser vossa esposa!

Ordinário!!!

Lágrimas relampejaram nos olhos de Marcos e ele agarrou o sobrinho pela túnica, sacudindo-o violentamente.

Não é o que certas pessoas andaram vendo. Enquanto estive fora, te davas ao desfrute com minha mulher!!!

Marcos jogou-o no chão. Tristão desembainhou a espada e o rei, pensou que o sobrinho fosse atacá-lo para ficar de vez com Isolda. Qual não foi sua surpresa, quando Tristão jogou-se aos pés dele e estendeu-lhe a espada, suplicante.

— Sei que não posso fazer-vos acreditar em mim, pelo veneno que incutiram em vossa mente a meu respeito, senhor. Mas para provar o quanto vos sou fiel, entrego-vos a espada que me destes, e se quiserdes me matar, faça bom uso dela. Minha vida é vossa, disponhais dela como desejares.

Marcos ficou pasmo. Não esperava uma atitude daquelas.

— Pois eu devia realmente matá-lo — fala o rei embargado.

— Não me oporei, meu tio... que tua vontade seja feita. Mate-me, se isto o fizer sentir-se melhor.

Tristão insistia em passar-lhe a espada, porém, Marcos negou-se a cumprir o que ele pedia. O cavaleiro continuou...

— Houve um tempo, que de fato, cheguei a amar Isolda, quando éramos mais jovens. Só que este tempo passou e não há mais nada entre nós. Se alguém diz ter visto isso, de certo, não viu direito ou não aprecia minha pessoa e quer me ver fora deste castelo.

— Uma pessoa poderia ter se enganado, agora duas, muito pouco provável, não acha? E você acredita que vosso primo desejaria prejudicar-vos? Segundo o próprio confirmou, ele foi uma das testemunhas que os viram juntos, como Hestas.

— Sempre respeitei Audret como a um irmão. O que possa tê-lo levado a levantar esse falso contra mim, desconheço.

— Eu gostaria muito, mas não posso mais acreditar em ti, pois mentiste antes para mim; negou que tu e Isolda tivessem se amado... Embora queira, do fundo de minha alma, eu não consigo perdoá-lo. Não antes de julgá-lo...

— Compreendo tua aflição, meu tio. Mas é de teu conhecimento, senhor, que tenho alguns inimigos declarados neste castelo e que tudo fariam para acabar com vossa confiança em mim. Peço-vos, que pense nisso quando levar-me a julgamento — diz-lhe Tristão calmamente e inabalável.



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