Quem sou eu

Minha foto
Desejam falar comigo? *Escrevam seus comentários, que assim que puder, entrarei em contato. Eu não uso outlook.

Pelo mundo

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Tristão e Isolda-Capítulo 11: Tentativa de fuga (1ª parte)


índice geral :: capítulo anterior (4ª parte)

A comitiva parte por fim. Uma viagem um tanto atribulada, por certo; mas seguiram seu caminho. Isolda não perdia uma chance de provocar Tristão. Sir Dinas, sempre procurava remediar as coisas, na medida do possível; contudo, havia horas em que toda a sua diplomacia não fazia o efeito esperado.
— Meu Deus! Estou no meu limite!!!
— Calma Tristão. Não se irrite... — dizia aflito, vendo-o quase a ponto de explodir.
Por um curto espaço de tempo, Isolda acalma-se.
Tristão decide parar, quando a noite cai sobre eles.
— Está muito escuro para prosseguirmos. Vamos parar e continuar pela manhã — decide o cavaleiro.
— Achas que o porto de Weisefort já está próximo? — pergunta-lhe Dinas apeando do cavalo, doido para se ver livre daquilo tudo.
— Creio que sim. Bem, erguemos acampamento aqui; parece-me um bom lugar — diz ele apeando também. — Homens! Vamos descansar e antes do sol raiar, continuaremos — ordena a todos. — Acendam uma fogueira e preparem algo para comermos, uma vez que a viagem à Cornualha é bem longa.
Os homens comemoraram, pois de fato estavam cansados e com fome.
— Paramos — observa Brangia.
Tristão abre a porta e comunica-lhes a ordem.
— Vamos parar para nos alimentarmos e descansarmos um pouco, antes de prosseguir.
— Brangia. Diga a este senhor que não estou com fome e que por mim, seguiria viagem — diz Isolda com arrogância e recusando-se a falar com ele.
— Sir Tristão, é... — A criada nem começou, pois ele interrompeu-a.
— Tua criada não é teu pajem de recados, Vossa Alteza — provoca Tristão.
— Brangia. Diga por favor a este senhor, que eu me recuso responder a homens que não cumprem com a palavra dada — fala Isolda entre os dentes e não encarando-o.
— Mas... — gagueja a pobre aia.
— Ora! Pois muito bem! Queres que eu faça o teu joguinho infantil? Pois que seja! Senhorinha Brangia, diga a esta “senhora” que a ordem dada será cumprida e que se ela não quiser alimentar-se e nem descansar, problema dela — diz ele saindo.
Brangia dá com a mão na testa e Huddent choraminga com fome.
— Eu não acredito... — suspira a criada, quase a ponto de enlouquecer com toda aquela situação constrangedora. — Olha, minha senhora. Com licença, que eu estou morrendo de fome — fala ela saindo.
— Vai! Pode ir! Pouco me importa, traidora!
Vendo-se finalmente sozinha, Isolda lembrou-se do que pretendia fazer quando parassem.
“É agora...”— pensa sem hesitar.
Sem fazer o menor ruído, aproveita a chance e sai da carruagem sem que alguém perceba.
— Vem Huddent — diz ela pegando apenas o necessário e sai. — Vamos para Avalon.
Huddent late, achando que ela estava brincando com ele.
— Não! Cala-te, imprestável! Quer que nos flagrem fugindo? — repreende-lhe tapando-lhe o focinho.
Sobressaltado, Tristão levanta-se.
— O que foi isso? — desconfia ele.
— É o Huddent, senhor — responde-lhe Brangia.
— Isolda está muito quieta... é melhor verificar... — comenta Tristão.
— Ai meu Deus! Será que a louca fez o que disse? — espanta-se a aia, sentindo um estalo na sua mente.
— Fazer o quê? — pergunta ele.
— Fugir para Avalon!
— Avalon?! Que diabos é isso?
— É a ilha da Grande Mãe, onde vivem a maioria das sacerdotisas consagradas à Deusa. Tu não sabes?
— Já ouvi falar, mas nunca me preocupei com tal coisa por ser cristão... — Tristão cai em si. — Desgraçada!!! Ela não seria capaz... Ei! Os dois! Dinas! Venham comigo; a princesa quer fugir.
— Ai, não! Isolda vai me matar! Acabei falando demais... — desespera-se Brangia ao perceber o que fizera.
Tristão abre a carruagem e não vê Isolda.
— Maldição!!!! Para onde ela foi? — pragueja Tristão.
Sem perder tempo, Tristão sobe em seu cavalo e convoca Dinas com alguns homens. Acendem tochas, pois já estava bem escuro, e saem atrás dela.
— Isolda! Princesa Isolda!!! Queres envergonhar-me? — grita Tristão enfurecido.
Por sorte, Isolda não conseguira ir muito longe a pé e Huddent, também não ajudava em nada, pelo contrário, só atrapalhava, pois latira mais uma vez denunciando-lhes a posição.
— Não!!! Pára Huddent!!!!
Tristão e seus homens ouviram.
— Essa não... — resmunga ela ao ver-se descoberta.
— Senhor. Ali! — aponta Sir Bermond, ao vê-la embrenhar-se ainda mais na escuridão do bosque, para fugir dos perseguidores.
— Volte aqui, mocinha!!! — ordena Tristão. — Desista, porque não conseguirás fugir de mim! — ameaça o cavaleiro.
Numa atitude ousada, Isolda vira-se e faz-lhe um gesto obsceno da época, que prefiro não comentar, mas para se ter uma idéia, fez o sangue dele ferver de raiva.
— O QUÊ?!!! MALDIÇÃO!!! — grita ele. — Vou amarrar-te!!!!!
Isolda jamais o vira tão enfurecido e ficou assustada.
— Ai, não! — exclama ela percebendo a asneira que fizera.— Depressa Huddent!!! Corre!!!!
O cãozinho ficou perdido. Não sabia para que lado correr e por fim, embrenha-se na mata atrás de Isolda. Tristão também aventura-se sob a mata densa ao encalço dela. (Fim da 1ªparte)


Nenhum comentário:

Postar um comentário