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terça-feira, 2 de setembro de 2008

Tristão e Isolda-Capítulo 11: Tentativa de fuga (2ª parte)


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— Ele não pode me alcançar! Não pode! — falava Isolda ofegante, ora tropeçando, caindo, ralando-se...
Em um dado momento Isolda pára. À sua frente estava um rio revolto e borbulhante.
— E agora ?! Eu não sei nadar, porcaria!!!
— Isolda!!! Princesa Isolda!!! — gritava Tristão cada vez mais próximo.
No desespero, Isolda agarra Huddent e esquece o medo, atirando-se nas águas. Agarrada às pedras, para que a correnteza não a levasse, ela tentava chegar ao outro lado.
Tristão chega ao rio e fica pálido ao ver o que ela estava fazendo.
— Ela é louca! Isolda!!!
Tristão avança com o cavalo e graças à força de seu bom animal, consegue chegar até ela.
Isolda só conseguira chegar ao meio do córrego e estava imóvel de medo, mas mesmo assim, quando Tristão estende-lhe a mão para tentar puxá-la, Isolda bate na mão dele e, descuidadamente, acaba por soltar-se da rocha onde havia se segurado. Com um grito, Tristão vê ela sendo arrastada pelas águas, junto com o cão.
— NÃO!!!
— Tristão!!! — gritam os homens.
Tristão deixa o cavalo e segue atrás dela para salvá-la.
— Essa não! — berra Dinas. — Homens sigam-me! Vamos atrás deles!!!
Huddent conseguira chegar à outra margem, fiando-se no seu instinto de sobrevivência, mas Isolda, vira a morte de perto, se não fosse por uma raiz exposta de um velho salgueiro que serviu-lhe de amparo. Até agarrar-se à raiz, foi o tempo necessário para que Tristão conseguisse chegar perto dela.
— Isolda! — fala Tristão estendendo-lhe o cabo da espada. — Segure minha espada! Deixe-me puxá-la!
— Não! — grita ela, ainda mais alto que o som da força das águas.
— Não seja tola, mulher!!!
Encontrando forças desconhecidas dentro de si, Isolda agarra-se com mais firmeza à árvore e consegue alcançar a margem para sair do rio, usando-a como se fosse uma corda.
— Tristão!!! — chama Dinas.
Ele e os homens acompanhava-os de longe, durante a tentativa alucinante de resgate.
Dinas joga uma corda para ele e puxa-o, usando a força de sua montaria...
— Pegamos a ferinha! — anuncia Sir Bermond, trazendo Huddent que gania de desespero e tentava livrar-se.
— Tristão! Estás bem? — pergunta Dinas preocupado.
Tristão estava encharcado e exausto.
— Estou. Mas a desgraçada conseguiu fugir de mim — fala ofegante e quase sem voz.
— Senhor, o que faremos? — pergunta o homem com o cão. — Nós não podemos deixá-la fugir assim!
Huddent ainda se debatia inutilmente e Tristão teve uma idéia.
— Soltem o cão.
— Como? — o homem não entendeu.
— Ele seguirá, com o faro, o rastro de sua dona e nos levará até ela — explica-lhe o cavaleiro.
Os homens obedecem e, tal como dissera Tristão, o cãozinho foi atrás de Isolda. Esta havia se escondido sob um volumoso arbusto e tentava refazer-se do susto e da perseguição.
— Huddent?! — assusta-se Isolda ao ouvir o latido dele. — Oh, Huddent! Estás vivo!!! — abraça-o feliz e aliviada.
— Cansou de brincar de “esconde-esconde”, senhora? — diz-lhe Tristão, chegando de surpresa.
Ela tentou fugir outra vez, mas o cansaço impediu-a. Tristão agarra-lhe com força e ergue-lhe do chão.
— Me solta!!! — berra ela. — Eu não vou para a Cornualha!!!!
— Ah, vai! Tu vais!!! Nem que eu tenha que amarrar-te!
Tristão arrasta-lhe de volta e Huddent segue latindo atrás. Dinas agarra-o e tapa-lhe a boca, forçando-o a calar-se.
— Me larga!!! — esperneava Isolda.
— Onde está a corda, com a qual me puxaste do rio? — Pergunta Tristão a Dinas. —Amarrem-na — ordena Tristão.
— O quê?! Tu não te atreverias, insolente!
Os guardas tentaram tocá-la.
—Não se atrevam a tocar na princesa da Irlanda! — ameaça ela.
Os guardas ficaram confusos e olharam para Sir Tristão.
— Sob que ordens vós estais, senhores?
— Sob tuas ordens, Milorde — responde um deles.
— Então o que estão esperando? Façam o que eu disse.
— Perdoe-nos, alteza. Mas ordens, são ordens.
— Não! Seus animais irracionais, eu...
Com um grande alvoroço e palavras de injúrias sem conta, Isolda chega amarrada ao acampamento.
— Ei! Isto é um absurdo!!! Não podem fazer isso com a princesa! — protesta Brangia ao ver sua senhora amarrada e humilhada.
— Se esta aqui reclamar muito, amarrem-na também — diz Tristão enfurecido.
— Como?!! — assusta-se a criada.
— Ouviu o que ele disse, moça? É melhor comportar-se, senão, não teremos escolha — alerta o homem. (fim da 2ª parte)

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