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domingo, 26 de outubro de 2008

Tristão e Isolda-Capítulo 12: O Filtro do Amor (3ª parte)

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Tristão foi conversar com Isolda, depois do diálogo com Dinas. Ela estava com os olhos perdidos na superfície turva, acompanhando o movimento do mar, que batia violentamente contra o casco da nau. Tristão aproxima-se, a abraça e, a seguir, comunica-lhe o que havia decidido: que viveria com ela daquele dia em diante, casar-se-iam às escondidas e depois, fugiriam juntos para Lionês, enquanto sir Dinas cuidaria do resto.
— Espero, meu amor, que estejas certo desta decisão.
— Não há volta e nem como negar o que sentimos um pelo outro, e beber a poção, foi apenas uma mera fatalidade, que contribuiu para que abríssemos os nossos olhos.
— Tristão... — murmura ela tocando em seu rosto. Estava sem palavras...
Isolda ficou muito feliz, era o que mais queria na vida: viver para sempre ao lado de seu grande amor.
Tristão aperta a amada em seus braços e Isolda, abandona-se à força daqueles braços. Num instante sentimental, longo e mudo, ficaram grudados até Tristão quebrar o silêncio com uma promessa.
— Serás senhora de Lionês e não da Cornualha. Assim que desembarcarmos, seguiremos paras as terras de meu pai. Prometo-te...
— Para mim, tanto faz, contanto que tu estejas ao meu lado — sorria ela, apertando-o mais ainda entre seus frágeis braços.
Mas enquanto a nau singrava o mar às terras da Cornualha, Audret imaginara que ambos pudessem tomar uma decisão como esta, uma vez que conhecia o segredo dos dois. O pérfido primo, então, precavido que só ele, convence o rei a receber a futura noiva no porto, com uma rica escolta para acompanhá-la.
— Recebê-la no cais? — dizia o rei surpreso.
— Claro que sim, meu tio! Ela, de certo, ficaria impressionada! E se sentiria muito bem acolhida!
— Hum... Creio que tens razão, meu sobrinho...
— E cuidaria, também, de arranjar-lhe boas companhias, já que ao chegar em terras estranhas, ela se sentirá um tanto só e saudosa da casa paterna.
— Companhias?!
— Sim ,Milorde. Boas moças para servi-la. Como em Camelot, onde a rainha Gwenevere tem, sob sua custódia, várias moças que a servem e aprendem as virtudes necessárias para se tornarem boas esposas. É a última moda nas Cortes!
— Parece-me uma boa idéia, Audret. Falarei com os nobres que me servem e convidarei suas filhas, caso as tenham, para morarem no castelo com Isolda.
— Até nossa prima Basílica poderia ajudá-la na formação das moças, dada à sua vasta experiência, uma vez que já foi casada.

Basílica não gostou, nem um pouco, daquela idéia há princípio.
— De jeito nenhum! Eu não vou servir como dama de companhia da lambisgóia irlandesa! — dizia irada.
— Basílica, querida... é por uma boa causa... tornando-te amiga dela, poderás arrancar-lhes confissões íntimas que, provavelmente, nos seria de grande valia contra Tristão — diz-lhe Audret tentando convencê-la.
Basílica fica pensativa, refletindo uns instantes sobre aquela proposta inesperada. De certa maneira, Audret tinha razão...
— Não desejais tanto a vingança quanto eu? Será que não valeria o sacrifício, minha querida?
— Ora! Está bem! Farei o que me pedes, pela nossa vingança. Prometo-te que me tornarei a sua melhor amiga e confidente.
Um sorriso de vitória esboçou-se nos lábios de Audret.
Enquanto isso, no barco, o casal apaixonado fazia planos para um futuro promissor: como viveriam, quantos filhos teriam e Isolda respondia-lhe sempre: “quantos o meu senhor quiser...”.
Só que eles não contavam, era que Marcos fosse recebê-los no porto de Tintagel, no momento do desembarque.
Huddent corria na frente, latindo e pulando, mas num certo momento estacou e farejava algo no ar, enquanto Tristão descia animado e amparava Isolda. Foi nessa hora que ele percebera, que seu amigo Dinas ficara lívido de repente e fazia-lhe gestos confusos e frenéticos.
— O que se passa, amigo? — pergunta ele.
— O rei... Ai,meu Deus! O rei... — sussurra-lhe pálido e atônito.
Agora, foi a vez de Tristão perder as cores da face, ao virar-se e topar com seu tio, Audret e um pomposo cortejo a sorrir-lhes ansiosos.
Brangia corre e agarra o cãozinho que farejava a pata de um cavalo, antes que ele levasse um coice, pois o animal já demonstrava sinais de impaciência.
— Ora! Ora! Vejo que meu estimado sobrinho está bem familiarizado com sua futura “tia”... — brinca o rei saudando-o. — Fico muito feliz e esta, cercada de tantos cuidados pelo meu fiel cavaleiro, de beleza inefável e angélica, só pode ser a princesa Isolda!
Isolda sente-se estremecer diante daqueles rostos curiosos a admirá-la.
— Tristão... não me diga que ele...— gagueja Isolda.
— Sim. É o rei Marcos da Cornualha, meu tio — as palavras de Tristão soaram implacáveis e frias. O desânimo era evidente em seu tom.
— Sede bem vindo, caríssimo primo! — saúda-lhe Audret. — Como foi a viagem? Folgo em saber que estás inteiro, após voltar da Irlanda! — caçoa o primo em tom sarcástico, debruçando-se sobre a montaria.
— E agora, Tristão? — sussurra-lhe Isolda, já entrando em desespero.
O rei adianta-se e estende a mão à noiva. Isolda hesita...
— Algum problema, alteza? — repara Marcos ao ver-lhe a esquiva. —Deves estar nervosa e ansiosa pela mudança que sofreste em tua vida... mas não temas, princesa Isolda, pois tudo farei para fazer-te feliz, enquanto eu viver.
— Bravo, meu senhor! — aplaude Audret. — Disseste bem!
O rei volta-se para Tristão, que estava completamente estático e confuso, e agradece-lhe por tudo com um caloroso abraço.
— Sou-te muito grato, meu filho, por trazer esta jóia rara da Irlanda para mim, com tanta fidelidade e presteza. Quanto a ti, cara e bela donzela, sede bem-vinda à estas terras e considere-as como se fossem o teu lar, de hoje em diante — Marcos beija o dorso daquelas mãos delicadas, como rezava a cortesia. — Muito bem, Tristão. Fizeste bem a tua parte, agora, deixai que eu faça a minha e apenas, procure descansar.
Isolda olha desesperada para Tristão, enquanto Marcos conduzia-lhe à montaria. Entretanto, o circo estava muito bem armado e Tristão, sentia-se impotente diante daquele inesperado espetáculo.
Isolda perdera completamente a fala. Por um instante, desejou gritar para que Tristão fizesse alguma coisa, mas ela não poderia revelar o segredo de ambos, diante de tantas testemunhas. Temia pela vida dele e, por isso, calou-se e deixou-se levar por Marcos.
— Ficaste sem falas, minha senhora? — brinca Marcos, enquanto ajudava-a a subir no cavalo. — Será um bom presságio?
Tristão estava parado, vendo-a afastar-se em companhia do tio e nem ouvira quando um dos guardas lhe mostrava o cavalo que iria transportá-lo ao castelo.
— Senhor, teu cavalo. Senhor?!
Mecanicamente, Tristão pega as rédeas, porém, não montou. O guarda não entendia aquele silêncio mortal e olhava-o curioso. Sir Dinas e a jovem aia de Isolda também estavam estupefatos com o que houve.
— Oh, não! E agora, Sir Dinas? — desespera-se Brangia.
— Eu não contava com isso! Céus! Que Deus nos ajude e tenha misericórdia de todos nós...
Naquele instante, todos os castelos de sonhos que aquelas quatro almas haviam construído durante a viagem, desabaram. O casamento era praticamente fato consumado, os dois apaixonados não mais fugiriam juntos e as tentativas de Dinas e Brangia para ajudá-los, foram por água abaixo, pois a chegada do cortejo do rei no desembarque, frustraram todos os seus planos.

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terça-feira, 14 de outubro de 2008

Tristão e Isolda-Capítulo 12: O Filtro do Amor (2ª parte)



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Brangia busca-os, então, por todo barco e por fim, lembra-se do único lugar onde ainda não estivera, o bagageiro. Porém, tarde demais...
Ambos já estavam entrelaçados e nus, com a capa vermelha de Tristão sobre eles. Ela firmou o olhar na escuridão e percebeu que os amantes trocavam carícias e beijos apaixonados, intercalados com suspiros, palavras sem sentido e gemidos de prazer.
“Oh, não! — pensa a criada, virando-se aflita. — O que eu fiz?”
A criada sobe ao convés e afasta-se para chorar e, pela sua mente, passaram-se muitas coisas.
“O casamento será marcado... Noiva impura... O rei vai perceber e a devolverá aos pais, acusando-a de não preservar-se até o casamento... A verdade virá à tona e Tristão será condenado à morte por traição... Oh, dia desgraçado! E tudo por minha culpa!” — chorava ela, quando foi surpreendida por sir Dinas.
— Brangia?! O que tens? Por que choras?
— Sir Dinas? Oh, por Deus! Me ajude!!!
Brangia agarra-se a ele e conta-lhe tudo.
— O quê?!! Filtro de amor? Como isso é possível?
— Oh, por favor! Não os denuncie! Eles não têm culpa, eu que fui a culpada!
— Não, eu não vou denunciá-los. Antes de mais nada, Tristão é meu amigo... Mas precisamos fazer alguma coisa. Eles não podem continuar com isso até serem descobertos. O dia já está amanhecendo.
— O que vai fazer?— pergunta a criada, soluçando.
Dinas cria coragem e bate com força à porta do alçapão que levava ao porão. Tristão e Isolda se assustam.
— Quem será? — pergunta preocupada.
Tristão veste-se rápido e Isolda faz o mesmo.
— Tristão! — chama Dinas.
— É Dinas — reconhece o cavaleiro.
— Senhora! Minha senhora!
— E esta é Brangia.
Os dois saem juntos e Brangia, assim que os vê, lança-se aos prantos aos pés de ambos.
— Perdoem-me!!! — pedia desesperada. — Oh, Deusa! Foi minha culpa!!!
Eles não entenderam nada. Dinas estava pálido e olhava para Tristão.
— Do que estás falando, Brangia? — indaga Tristão já nervoso.
— Vós fostes enfeitiçados! — revela a criada por fim.
— Como? — assusta-se ele. — Que história é essa?
— A garrafa... A garrafa era um filtro do amor!
— Aquilo era um feitiço? — grita Isolda já compreendendo o que se passara.
— Sim. Um feitiço para que tu e Marcos bebessem e se apaixonassem. Tua mãe o fez, para que não sofresses com o casamento, alteza.
— Oh, não... Meu amor. Nós fomos amaldiçoados! — desespera-se Isolda.
Tristão, sem pensar direito, agarra Brangia de forma violenta.
— Deve haver uma maneira de reverter o feitiço. Fale Brangia!!!
— Tristão, acalma-te e solta a moça! — intervém Dinas, afastando-o da pobre aia ao ver-lhe a fúria.
— Não há como, senhor. Não há um contra-feitiço para isto. Só o que sei é que ele dura três anos, levando os amantes à uma paixão cega e louca.
— O quê?! Três anos?! — fala Tristão desesperado.
— Infelizmente sim, meu senhor.
— Estamos perdidos, Tristão — conclui Isolda.
Os dois ficaram muito chocados com a nova; Sir Dinas procurava conversar com eles para acalmá-los e buscarem juntos a melhor solução.
Brangia continuava a chorar de remorsos. Huddent acabara de acordar e espreguiçava-se, alheio ao que se passava ao redor e, inocente, fez festa em todos, mas ninguém deu-lhe muita atenção.
— Eu não sei o que fazer, Dinas — dizia Tristão perplexo.
— Eu ainda acho que a melhor solução é fugires com Isolda, ainda mais agora, depois do que houve — Dinas torna a insistir no assunto.
— Eu não posso fazer isso com meu tio.
— E achas tu, que suportarás estar perto de Isolda e não poder tocá-la, estando sob feitiço? Será muito pior ambos serem pegos em pecado, do que se fugirem agora.
— Meu amor... Sir Dinas está certo... — fala Isolda. — Digo-te por mim mesma. Eu não vou conseguir afastar-me de ti, manter distância... Acabaremos descobertos — Isolda acaricia-lhe o rosto aflito.
— Maldita hora em que bebi aquele líquido! — desabafa ele.
— Nós não tivemos culpa, meu querido. Não sabíamos que se tratava de um feitiço de amor — retruca-lhe Isolda.
— E não é só isso... — Dinas olha para as duas moças e pede-lhes que se retirem um instante, pois o que falaria a Tristão era muito íntimo e precisava de total discrição. Não cairia bem falar de tal assunto na frente delas.
Elas obedeceram.
— Isolda não é mais pura. Sem querer, movidos pela paixão, ambos se deixaram arrastar pelos sentimentos e tu a desonraste. Como achas que teu tio reagirá a isto? Será uma vergonha para Isolda. Vais permitir que ela passe por isto?
— De jeito nenhum! Jamais!
— Tristão, agora falo-te como amigo: quando desembarcarmos na Cornualha, fuja com Isolda, case-se com ela, se preferir e deixe que de Marcos, cuido eu. Eu tentarei descobrir uma maneira de contornar a situação.
— Acho que tu estás certo, meu amigo. É a melhor solução. Que a lealdade seja esquecida, então, porque minha Isolda não merece passar por tamanho constrangimento!
— Eu não estou pensando apenas nela, mas em ti, também. Tu sabes muito bem o que acontecerá se deixarmos que isto vá avante, não sabes?
— Sim. Eu sei.
Dinas pousa a mão sobre os ombros dele.
— Tomaste a melhor decisão, amigo. Agora vá lá fora e converses com Isolda para transmitir-lhe tua decisão. Fim da 2ª parte

3ª parte :: índice geral

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Tristão e Isolda-Capítulo 12: O Filtro do Amor (1ª parte)

índice geral :: capítulo anterior (3ª parte)

Imediatamente, Isolda sente um torpor percorrer-lhe todo o corpo e, como se perdesse o tato por uns instantes, deixa a taça cair de suas mãos. As mesmas sensações estavam acometendo Tristão. Seguido da sensação de frio, sobreveio-lhes uma onda de calor insuportável e olharam-se com um desejo incontrolável. Os dois corações já acelarados, pulsaram ainda mais rápido.
— Isolda... o que...
— Tristão...
Isolda atira-se em seus braços desesperada e ele, aperta-lhe com força como se quisesse, nunca mais, separar-se dela. A mágica surtira o efeito esperado; foi como se os olhos de ambos se abrissem para a realidade.
Tristão segura-lhe o rosto macio entre as mãos e une seus lábios aos dela; permitiram-se envolver pelo sortilégio e beijaram-se de forma ardente e apaixonada. Esqueceram honra e lealdade; foi como se a barreira e a distância que os separavam, tivesse se quebrado como um frágil cristal.
— Oh, Tristão! — diz-lhe Isolda ofegante. — É a ti que eu amo! Não quero pertencer a Marcos! Não permitas que ele me despose! Pela minha alma eu juro! Se ele me possuir, eu me mato no dia seguinte!
— Não! — Tristão agarra-lhe. — Meu amor, não digas uma insanidade destas!
Ele abraçou-a mais forte ainda, como se ao pensar em perdê-la, fosse o castigo mais cruel da sua existência. Aos poucos, foram revelando os sentimentos mais ocultos que guardavam.
— Querida amada! Eu te amei desde o instante em que, convalescendo-me da maldita chaga, despertei em teus braços.
— Se me amas... prova o que dizes! — implora ela às lágrimas. — Toma-me em teus braços e me ame! Me possua! Jamais serei de Marcos! Oh, meu amor, querido e adorado amor... Quero ser tua e somente tua!
Tristão não mais se conteve e deixou vazar o amor contido por tantos anos. Enfeitiçados e desesperados, pensaram num lugar discreto na embarcação, a fim de se amarem e se entregarem um ao outro, pois na cabine era muito arriscado, uma vez que Brangia poderia voltar a qualquer momento.
Tristão deixa para trás sua espada e Isolda, nem iria preocupar-se com o frasco do filtro que deixara sobre a mesa, destampado e pela metade; o que eles de fato queriam, era saciar o desejo que os consumia. O único local que veio-lhes a mente foi o bagageiro. Era um lugar, no porão do barco, onde ficavam os pertences dos tripulantes e viajantes. Ninguém ia até lá, a menos que chegassem aos seus destinos, para desembarcarem os alforjes.
Deitaram-se naquela solidão escura e guiados pelo desejo que os castigava, amaram-se como homem e mulher...
Isolda, tomada de incontida aflição, tentava livrá-lo da túnica pesada que usava, mas como ela não sabia como tirar-lhe a túnica de cavaleiro, Tristão mesmo o fez e de forma habilidosa e rápida.
— Estamos prestes a cometer uma loucura, Isolda... — comenta ele ao ter um ímpeto de lucidez.
Isolda, para que ele não mudasse de idéia, interrompe-lhe as palavras beijando-o com paixão e volúpia.
— E o que é o amor, senão uma grande loucura... — sussurra-lhe puxando-o para junto de si.
Tristão também livra-lhe das vestes e curva-se sobre ela. As mãos fortes e ágeis e calejadas por inúmeras batalhas, percorrem-lhe as curvas do corpo e Isolda, fecha os olhos para sentir cada toque de seus lábios mornos e cada carícia de suas mãos. Excitada, deixa-se consumir pela paixão e entrega-lhe a sua virtude, pensando com imensa satisfação: “Serei mulher de meu amado e não de Marcos...”

Neste exato momento, Brangia regressava à cabine apressada. Havia se encontrado com Sir Dinas no convés e perdera a noção do tempo, enquanto conversava com ele.
— Senhora! Voltei... Héim?
Brangia fica pálida e desnorteada; ela tinha certeza absoluta de que não deixara a poção à vista, porém, encontrou-a sobre a mesa e destampada; a taça caída no chão, contendo ainda um pouco de líquido, e a espada de Tristão jogada sobre a cama.
— Oh, não! Não... Não pode ser...
A criada lembra-se das palavras da rainha: “— Ninguém deve beber do filtro, somente minha filha e o rei. Principalmente Tristão. Se ele beber e Isolda, por um azar, beber também, haverá conseqüências muito sérias; porque eles já sentem amor um pelo outro e se beberem juntos, o sentimento irá intensificar-se e se transformará numa irresistível atração e com poucos momentos de prudência e lucidez. Sendo assim... cuidado, Brangia...”

— Essa não! A rainha vai me matar quando souber!
Fim da 1ª parte