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quinta-feira, 19 de março de 2009

Tristão e Isolda-capítulo 16: Audret segue com o plano-1ª parte

Pra não deixá-los na mão.Desculpem os atrasos nas postagens mas estou em preparativos para o meu casamento e tanto pra resolver, que a gente esquece por cansaço e stress.

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Quando Tristão saiu do quarto de Isolda, foi ao estábulo pegar seu cavalo e sair como de costume, pela praia da Cornualha. Cavalgava feliz, sentindo a brisa acariciar-lhe a face e sentindo-se revigorado. Isolda, enquanto isso, levanta-se animada e com novas cores, chama as suas damas de companhia para, com elas, limparem o jardim e arrumarem o castelo; queria cortar as flores para enfeitá-lo, trocar as tapeçarias surradas da parede, enfim, dar ao castelo mais cor e vida. Ela estava muito feliz, o que aguçou a curiosidade de Audret quando Basílica foi contar-lhe.
— E não é só isso, Isolda enfeitou-se toda! Está com uma aparência mui formosa! — fala a prima.
— Algo aconteceu entre eles. Devem estar se encontrando às escondidas.
— E então?
— Então o quê?
—Não vamos fazer nada?
— Ainda é cedo, minha querida. Daremos bastante corda primeiro, para que ambos se enforquem. A vingança é um prato que devemos degustar bem frio. Bem... Irei até lá.
Audret quis constatar pessoalmente e foi até o jardim. Isolda, ora cantarolava a colher flores frescas, ora brincava com as donzelas. A felicidade dela era de fazer inveja, no que Dom Audret volta ao quarto e ordena que Basílica se junte a elas nas tarefas e tentasse descobrir algo.
— O motivo de tanta alegria só pode ser Tristão, mas preciso de provas; sem elas não há como denunciá-los.
— Ora bolas! — contesta a prima detestando a idéia de se fazer novamente de amiga da rainha. — E a carta do rei da Irlanda? Não seria prova suficiente?
— A carta, eu quero usá-la numa ocasião mais propícia. Convoquei uma reunião, aproveitando a ausência de Marcos, com todos os barões inimigos de Tristão para mostrar-lhes esta carta.
— É mesmo?! E quando será?
— Bem, enviei mensagens a estes homens marcando o lugar do encontro e até obter deles alguma resposta, demorará um pouco — explica ele. — Enquanto isso, deixe-os se divertirem, mas tente descobrir algo ainda mais comprometedor. Isolda precisa confiar em ti para se abrir.
— Oh, está bem!
Ela obedece e segue para o jardim.
— Bom dia, milady? — cumprimenta-lhe Basílica com uma simpatia forçada.
— Ah, sim! Bons dias Basílica!
— Vejo que estás com belas cores, minha senhora!
— Imagina... é só por causa do calor, nada mais.
— Quer ajuda? — oferece-se a mulher.
— Toda ajuda é bem vinda.
— Isolda! — chega Brangia com Huddent. — Huddent não quis ficar preso no quarto. Logo assim que saíste, ele começou a choramingar, latir e roçar a porta!
— Oh, meu fofinho!!! Saudades da dona? Vem cá, vem!
Huddent pula no colo dela e começa a lamber-lhe a face, fazendo Isolda dar boas gargalhadas com as cócegas provocadas por sua língua áspera e úmida. — Pronto! Pronto! Chega! Deixa eu ver essa língüa. Ora! Ora! Já está bem melhor! — diz-lhe Isolda afagando-lhe a cabeça e solta-o no jardim para brincar.
— Imaginas Basílica, que este travesso ontem achou de morder um caranguejo e acabou ferido? — fala ela inocente.
— Caranguejo?! Estiveste na praia?
— Sim, queria refrescar-me um pouco e Marcos concedeu-me permissão para sair. A praia estava ótima!
“Que eu saiba, Tristão tem este costume todas as manhãs... será que...” — pensa a prima Basílica.
Não muito tempo depois, Tristão chega e repara Isolda naquela arrumação desenfreada, o castelo estava florido. As moças quando o viram, correram para o lado de Isolda e enrubesceram. Muitas delas o achavam atraente e timidamente o cumprimentaram fazendo ligeira reverência.
— Ai! — suspira Helena delirante. — Ele sorriu pra mim!
— Ora, qual nada! Ele sorriu foi pra mim! — pulou outra.
— Mentirosa! — retruca Helena ofendida.
Isolda ouvira-lhes o comentário e sentindo uma pontada de ciúmes, chama-lhes à atenção. Tristão finge não ouvir, embora meio embaraçado, jogasse a mecha teimosa de seu cabelo que cismava de cair em seus olhos, tentando disfarçar o constrangimento.
— Ora! Deêm-se ao respeito! E respeitem Sir Tristão também!
— Perdão, senhora — pedem elas sem graça. — Perdoe-nos Sir Tristão!
Tristão meneia a cabeça, como se concedesse às damas o seu perdão.
— Anda, meninas! Se aviem! Tragam a lã para desfiarmos! — ordena a rainha.
— Sim, milady! Agora mesmo — sorriem elas ao se afastarem às pressas.
— Pelo sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo! Que revolução é esta aqui? — fala ele reparando nas mudanças feitas no castelo.
— Queria mudar um pouco, Sir Tristão. Não está mais alegre? Um castelo não precisa ser um túmulo!
— Sem dúvida, minha senhora — concorda ele.
Basílica observava-os, atentamente, mas nada de comprometedor reparara no comportamento deles.
— Será que o rei irá gostar quando regressar?
— Creio que sim. Acho que faltava um toque feminino neste castelo — brinca ele.
— Oh, Dinas!
Dinas e os pajens chegaram com os novos teares. Isolda e as moças iriam tecer novas tapeçarias para as paredes.
— Aqui estão, majestade.
— Obrigada.
— Com licença, minha senhora — pede-lhe Tristão.
Enquanto ele saía, voltavam as moças. Tristão cumprimentou-as e afastou-se.
— Ai! Como é formoso o primeiro cavaleiro da Cornualha! — suspira Helena outra vez. — Por que ele nunca se casou?
A outra deu de ombros, como se dissesse: Sei lá?!

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