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Pelo mundo

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Tristão e Isolda-capítulo 17: Buscando Testemunhas-1ª parte


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Na manhã seguinte, Brangia foi até o quarto de Isolda para devolver Huddent, a rainha não estava.
— Onde Isolda se meteu agora? Vem Huddent.
Brangia foi ao salão pessoal da rainha e viu algumas das damas bordando, orientadas por Basílica.
— Bom dia, meninas? — saúda-lhes.
— Bom dia, Brangia! — cumprimentou-a Helena.
— Viram a senhora?
— Nós estamos esperando-a, mas até agora a rainha ainda não apareceu — responde-lhe Lívian, concentrada no que fazia. — Pensávamos até que ela ainda repousasse.
Basílica ouve-lhes a conversa e quando Brangia sai, ela corre para Audret.
— Isolda não está no quarto. Pelo jeito saiu cedo... ou até junto com ele...
— Ah! Maravilhoso, querida! Acho que vou dar um passeio na praia também... — ele sorri de modo sarcástico e já pegando a capa para sair. — Está um lindo dia, não?
— Ei! Espere-me! Querido Audret, leve-me convosco!
— Ainda não, Basílica! Ninguém deve desconfiar que estamos juntos neste plano. Fique com as donzelas, eu irei só.
— Isso não é justo! Também quero flagrá-los! Quero vê-los em sua imundície de pecado! — os olhos de Basílica brilhavam com tamanho ódio que parecia faiscar.
— Eu disse que não! Eu sou o teu senhor, deves obedecer-me...
— Nada disso! Ainda não sois meu senhor! Não estamos casados...
Audret segurou-a forte pelo punho e jogou-a sobre seu leito.
— Ouça aqui, mulher. Lutei muito para traçar este plano e não vou permitir que uma dama desdenhosa como tu, estragues o que penei para conseguir! — diz-lhe entre os dentes, acrescentando em seguida — Teu dia chegará, ademais, preciso que recebas os barões, que virão, a convite meu, caçar na floresta, uma vez que nossa amada rainha está ausente.
Não se sabe qual força Dom Audret pôs no olhar, o fato é que Basílica não mais contestou-lhe a vontade. Voltara muito contrariada para junto das moças.
Audret pegou seu cavalo, e saiu apressado.
Tristão e Isolda passeavam pela praia despreocupados. Seus cavalos estavam amarrados a um pequenino arvoreiro. Chegando ao lugar, Audret reconhece os animais.
“—Sim... estão por aqui...” — pensa imediatamente. — “Vou amarrar meu cavalo em um lugar oculto e seguirei pela mata, ao longo da areia até encontrá-los...”
Ele caminhou, caminhou e, por fim, ouviu risos.
Audret esconde-se nos arbustos e olha para o lado de onde ouvira os sons e vê os dois amantes a brincar na beira do mar, como se tivessem voltado à pureza dos folguedos infantis. Um jogava água no outro e corriam.
— Basílica estava certa. Os dois estão se encontrando na praia. Se continuarem a se encontrar aqui, da próxima vez trarei uma segunda testemunha ocular, caso a carta do rei da Irlanda não baste. Talvez um dos barões que me apoiam, ou Hestas, o velho e puritano conselheiro... ou se Deus me for propício, o próprio rei Marcos... —murmura ele com os olhos brilhando de satisfação e malícia, já imaginando a cara do rei Marcos, seu estimado tio.
Audret abafou um riso. Não queria ser descoberto.
Enfim, ambos cansaram-se e deitaram sobre a areia e depois, beijaram-se ternamente.
"Hum! Que cena mais comovente...tão terna..." — pensa Audret de forma debochada. —"Estou adorando isso... Isso mesmo, meus caros... deleitem-se enquanto podem..."
Isolda apoiara o rosto angelical no ombro de Tristão e olhava o horizonte do mar.
— O que há além deste horizonte? — comenta curiosa.
Tristão levanta a cabeça tornando a pousá-la na areia, fechando os olhos por causa do sol.
— Além deste mar está a Gália.
— Pensei que fosse a Irlanda... — fala saudosa e depois ri da sua confusão.
— Sente saudades, não é, minha querida?
— Não há como não sentir, mas só a ventura de estar aqui na Cornualha, junto a ti, já me sinto recompensada.
Tristão fita-a com ternura e acaricia-lhe a face, já um pouco corada do sol.
Audret sorri mais uma vez, antes de decidir deixá-los em seu doce colóquio e voltar.
“Já vi o bastante por hora... caríssimo campeão da Cornualha e minha jovem senhora...” — desdenha o primo de Tristão. — “A morte de vocês está bem próxima...”


Um comentário:

  1. Paula:
    Vc recebeu Um coemntário que lhe mandei sobre o filme o Feitiço de Áquila? Espero que sim. Se não o recebeu, me avise que mando de novo.
    Amiga:
    Vim convidá-la para ir ao Galeria, onde resenhei o filme Austrália, que é muito bonito. Gostaria muito que você apreciasse a minha postagem. Por favor, não deixe de ir.
    Vou indo, assim assim.
    Um abraço,
    Renata
    Se não para ir hj, vá na segunda

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