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Pelo mundo

domingo, 19 de julho de 2009

Alcançado o último trecho escrito




Agora precisarei de um tempo para atualizar o texto e tornar a postar, e quero dar uma grande virada nessa história. Tenho que deixar a preguiça de lado...
Sentirei saudades de todos! Até breve amigos!

Tristão e Isolda-capítulo 17: Buscando Testemunhas-5ª parte



Tristão e Dinas entram.
— Minha boa Hildithe! — brinca Tristão.
— Bom dia Sir Tristão!
— Hildithe, sirva um pouco de água para o nosso amigo — pede ele, batendo no ombro de Dinas.
— Acho que eu deveria era tomar um vinho, isso sim! — diz ele cabisbaixo.
— O vinho não irá ajudar a clarear vossos pensamentos, meu amigo — aconselhou-lhe o cavaleiro.
— Aqui Sir Tristão! — fala a cozinheira de modo maternal e sorridente.
— Beba, Dinas. Irá se sentir melhor.
— Sir Dinas está doente? Sente-se mal, meu filho?
— Não é nada, boa Hildithe. Apenas estou confuso com uma notícia que acabei de receber — fala ele, engolindo um pouco de água. — O que faço, Tristão?
— Bom, esta decisão compete apenas a vós e para tomar a melhor decisão, creio que encontrarás as respostas em vosso coração — responde-lhe. — Se de fato amais a jovem de forma incondicional, como afirmas e ainda mais sabendo como se deu o fato...
Dinas olha para a superfície da água serena e observa o seu reflexo. Tristão fizera uma pausa...
— Eu não sei, realmente não sei...
— Pense bem, amigo... A pobre moça está sofrendo muito... Tu não fazes nem idéia!
— Onde ela está?
— Dormindo ainda, presumo.
— Onde?
— No quarto das damas, onde mais? É lá que ela fica agora, com as outras moças.
— Ela está sozinha?
— Sim. As meninas estão brincando no jardim com Huddent.
— Preciso vê-la! — Dinas empurra a cadeira e afasta-se apressadamente, deixando a água pela metade.
Tristão sorri satisfeito. De alguma forma, imaginou que tinha sido útil à Brangia. Perynnis e Hildithe o olhavam.
— Quer comer algo, Sir Tristão? — pergunta a velha Hildithe, prestimosa.
— Ah sim! Uma fruta por favor...
Ela pega uma maçã e passa a fruta a Tristão. Ele pega a suculenta esfera e brinca um pouco, absorto em seus pensamentos, antes de dar a primeira dentada.
Basílica dirigiu-se ao jardim e viu de longe, as meninas brincando com o pequeno Huddent. Fitou-as longamente e agora, tinha conseguido passar da surpresa inicial e organizava os pensamentos.
“—Nunca imaginaria tal coisa... a rainha Isolda é de fato, muito ardilosa...” — pensava ela. “— Acabei de descobrir um grande trunfo... e Audret chegou a dizer-me, certa vez, que eu não estava servindo para nada, por não fazer-me amiga da lacraia irlandesa...”
Lembrou-se, então, amargurada, da forma como ele a tratara pela manhã e arquitetou um plano diabólico:
“—Estou sendo uma tola por deixar-me dominar por ele...” — reflete ela. “—Embora tenha me prometido tornar-me rainha da Cornualha, não confio nele. Ele não me deu nenhuma garantia...”
Seus olhos faiscaram e seu rosto perfeito, deformou-se num sorriso torto e cínico.
“— Tenho em minhas mãos o destino de Tristão e Isolda...” — riu-se. —“Um segredo que, com certeza, levará todos os traidores à morte: Isolda, Tristão, Brangia e Dinas...”
A ganância era gritante no olhar de Basílica.
“— Se Audret pensa que vou correndo contar-lhe esta nova, está enganado. Esse segredo é muito valioso e hei de vendê-lo caro... Ele terá que comer aqui, em minha mão, se quiser que eu conte o que sei...” — ela faz uma pausa. “— Terá que atender a certas exigências minhas...”
Ela ri novamente, triunfante, já imaginado o que exigiria pela verdade.
“— Primeiro: que Audret se case comigo, imediatamente; segundo: que ele me cubra de vestidos novos e jóias, estou cansada de usar estes vestidos negros e terceiro... — Basílica delira com a idéia. — que ele faça com que Tristão se deite comigo, nem que seja por uma única vez...”
O coração de Basílica disparou. Ela ainda desejava Tristão, na verdade, Basílica nunca o esquecera. Estava com Audret, apenas por mero interesse, o tolo do Audret é que imaginava que ela o amasse.
“— Esse será o meu grande dia...” — ri maliciosamente. — “... Tristão terá que deitar-se comigo, sem reclamar e pensando bem, se a sorte sorrir-me, posso fazer com que a irlandesa insossa nos flagre juntos e assim, irei separá-los de vez. Feito isso, mato Audret, assim como matei o meu ex-marido afeminado e posso até conquistar Tristão e casar-me com ele...”
Dinas dirigiu-se apressado ao quarto das damas, porém, chegando diante da porta, sentiu-se acovardar e hesitou. O coração acelerado... Por fim, entrou.
As cortinas estavam fechadas, para que o brilho do dia não a incomodasse e Brangia dormia serenamente. Dinas se aproximou devagar, mas algo lhe disse para não acordá-la, que esperasse a melhor hora para conversarem. Por um tempo, ficou velando o seu sono e observando-a em sua beleza, tão simples e ao mesmo tempo tão perfeita. Limitou-se a fazer-lhe um pequeno carinho em seu rosto e saiu em silêncio.
Enquanto isso, na floresta de Morois, Audret e os barões já apreciavam o resultado da caçada. Degustavam um suculento javali e um filhote de cervo. Os cães saciavam-se com os ossos e os restos de carne, que os homens lhes lançavam.
A temperatura estava muito agradável e a conversa também. até que uma hora interrompeu-os e tomou a palavra.
— Amigos, chamei-os aqui para que possamos discutir sobre um assunto que considero de extrema importância.
— É mesmo?! E qual assunto seria este? — riu-se o homem.
— Talvez não necessariamente um assunto, mas um fato do qual eu, infelizmente, tomei conhecimento — disse-lhes Audret.
— Por Deus, ficamos bem curiosos agora! — comenta Sir Gondoine.
— Eu desconfio de algo muito sério e, asseguro-vos, muito comprometedor, sobre Sir Tristão e a Rainha. Creio que, há muito tempo são amantes.
— O quê?! — surpreende-se Sir Denoallen. —Tem provas disto? Isto é muito sério, Dom Audret...
— Isto é verdade Dom Audret?! — pergunta Sir Gondoine, ainda incrédulo.
— Infelizmente sim, caros senhores. E tenho aqui comigo uma carta do Rei da Irlanda confirmando o amor de ambos.
Audret retira a carta de seus guardados e estende-lhe a mensagem para que todos os barões lessem.
— Não posso crer... É- É simplesmente absurdo! — gagueja Sir Gondoine ao ler. — Vede, vede Sir Denoallen.
— Deixe-me ver isso... Oh, céus caiam sobre minha cabeça! Nosso bom rei não merece tamanha traição!
— Para mim, creio não ser novidade, nunca apreciei o Cavaleiro da Cornualha, quando chegou aqui — fala Sir Guenelon.
— E pior! Justamente pelas duas pessoas que ele mais admira... — fala Audret fingindo falso pesar. — Oh, meu pobre tio... Nem eu imaginava uma coisa dessas!
— Assim que nosso rei regressar, devemos tomar uma atitude e abrir-lhe os olhos! — comenta Denoallen. — Eles não podem trair o rei e ficarem impunes!
— Por isso chamei-os para esta caçada, para que possamos planejar qual a melhor atitude a ser tomada, sem que corrêssemos o risco de sermos flagrados neste intento.
— Ora, não há o que discutir, devemos contar ao rei e mostrar esta carta! Quer maior prova que esta? — irrita-se Sir Gondoine.
— Mas será que o rei acreditará, se ele não viu nada? — indaga-se Sir Guenelon. — Todos sabem que para o nosso rei é Deus no Céu e Sir Tristão na Terra...
— De braços cruzados, que não poderemos ficar — afirma Sir Gondoine.
— Bem, a carta já foi escrita há muito tempo, não sei se será prova suficiente. Acho que além de contar-lhe o fato, imagino que deveríamos armar um flagra dos dois, para que o rei os veja juntos — sugere Audret.
— Excelente idéia, Sir Audret. Creio que será perfeito... — vibra Gondoine
Audret ficou satisfeitíssimo com o plano traçado correndo maravilhosamente bem.
“ — Logo o verei pendente em uma forca, querido primo...” — pensou ele.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Prece por uma alma


Onipotente Deus, que a tua misericórdia se derrame sobre a alma de Michael Joseph Jakson, a quem chamaste da Terra. Possam ser-lhe contadas as provas que aqui sofreu, bem como ter suavizadas e encurtadas as penas que ainda haja de suportar na Espiritualidade!
Bons Espíritos que o viestes receber e Tu, particularmente, seu anjo-guardião, ajudai-o a despojar-se da matéria; dai-lhe a luz e a consciência de si mesmo, a fim de que saia presto da perturbação inerente à passagem da vida corpórea para a vida espiritual. Inspirai-lhe o arrependimento das faltas que haja cometido e o desejo de obter permissão para as reparar, a fim de acelerar o seu avanço rumo à Vida Eterna bem-aventurada.
Michael Joseph Jaskson acabas de entrar no mundo dos Espíritos e, no entanto, tu nos vês e ouves, por isso que de menos do que havia, entre ti e nós, só há o corpo perecível que vieste a abandonar e que em breve estará reduzido ao pó.
Despiste o envoltório grosseiro, sujeito as vicissitudes a à morte, e conservaste apenas o envoltório etéreo, imperecível e inacessível aos sofrimentos. Já não vives pelo corpo; vives da vida dos Espíritos, vida essa isenta das misérias que afligem a humanidade.
Já não tens diante de ti o véu que às nossas vistas oculta os explendores da vida no Além. Podes, doravante, contemplar novas maravilhas, ao passo que nós ainda continuamos mergulhados em trevas.
Vais, em plena liberdade, percorrer o espaço e visitar os mundos, enquanto nós rastejaremos penosamente na Terra, à qual se conserva preso o nosso corpo material, semelhante para nós a pesado fardo.
Diante de ti, vai desenrolar-se o panorama do infinito e, em face de tanta grandeza, compreenderás o vazio dos nossos desejos terrestres, das nossas ambições mundanas e dos gozos fúteis com que os homens tanto se deleitam.
A morte, para os homens, mais não é do que uma separação material de alguns instantes. Do exílio onde ainda nos retém a vontade de Deus, bem assim como os deveres que nos correm neste mundo, acompanhar-te-emos pelo pensamento, até que nos seja permitido juntar-nos a ti, como tu te reuniste aos que te precederam.
Não podemos ir onde te achas, mas tu podes vir ter conosco. Vem, pois, aos que te amam e que tu amaste; ampara-os nas provas da vida; vela pelos que te são caros; protege-os, como puderes; suaviza-lhes os pesares, fazendo-os perceber, pelo pensamento, que és mais ditoso agora e dando-lhes a consoladora certeza de que um dia estareis todos reunidos num mundo melhor.
Nesse, onde te encontras, devem extinguir-se todos os ressentimentos. Que a eles, daqui em diante, sejas inacessível, a bem da tua felicidade futura! Perdoa, portanto, aos que hajam incorrido em falta para contigo, como eles te perdoam as que tenhas cometido para com eles.
Michael Joseph Jakson vá em paz... Amém.