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domingo, 27 de setembro de 2009

Tristão e Isolda-Capítulo 18: Amores e Intrigas (2ª parte)


Tristão e Isolda em novo formato, em comemoração aos quase 3 anos de Blog em companhia de todos vocês.

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Os dias que antecederam a chegada de Marcos foram cheios de novidades:

Audret foi obrigado a viajar, meio a contra-gosto. Basílica o estava atormentando com a idéia fixa de jóias, roupas novas e o casamento. Tanto, que obrigou-o a ir às suas terras, no leste, para que Basílica escolhesse vestidos e jóias que pertenceram à mãe dele. Vestidos coloridos e finos para uma dama. Queria deixar o luto para trás, definitivamente e receber o rei já com outros ares. Lá também se casaram.

Na volta, ela estava satisfeita e na carruagem, Basílica não parava de contemplar as jóias conquistadas. Audret já estava enfadado.

— Veja! Ficarei linda com este colar quando usar aquele vestido carmin! —falava empolgada segurando uma magnífica peça em ouro, encrustrada de rubis.

— Não vais mesmo me contar o que sabes, não é? Depois de tudo que fiz...

— Ainda falta partes do nosso trato.

— Espero que esteja satisfeita! — desdenha ele.

— Sim, por enquanto, mas ainda quero roupas novas e não de segunda mão.

— Eu não tenho tempo para comprar tecidos finos no porto e mandar confeccionar roupas, só para atender aos teus caprichos! — irrita-se ele.

— Poderia ser um pouco mais cortês, meu marido e senhor!

— Podíamos ter esperado o rei voltar e só então, nos casaríamos.

— Eu tinha pressa.

— Um casamento de aparências, nada mais!

— Eu já disse, posso ser tua quando quiseres, mas depois de Tristão.

— Vadia! — fala Audret entre-dentes e Basílica fez ouvido surdo.

Brangia também teve uma surpresa; Dinas, depois de muito refletir, após Tristão contar-lhe sobre a aia e Marcos, decidira conversar com Brangia e certa manhã, surpreende Isolda.

— Senhora, onde está Brangia? — fala à Isolda.

— Descendo daqui há pouco, suponho.

— Preciso falar com ela...

O travesso Huddent, ao colo da rainha, fazia-lhe festa, mas Dinas estava tão ansioso que nem percebera o pequeno cão.

— Bom dia, majestade! — cumprimenta-lhe Helena, que vinha acompanhada de Lívian. Ela toda faceira e sorridente, também cumprimentou-a. O castelo aos poucos acordava.

— Oh, bom dia meninas!

—O que faremos hoje, rainha Isolda?! — pergunta-lhe Lívian assanhada.

— Bom, pensei de algo diferente. O dia está tão lindo! Que tal um passeio pela praia?

Oba! — gritaram elas.

— Chamem as outras.

— E Brangia? Não vai esperá-la?! — observa Helena.

— Creio que hoje, Brangia estará um pouco ocupada — disse Isolda, olhando sugestivamente para Dinas e ele corou.

As meninas riram e saíram a comentar sobre o fato. Talvez já entendessem a rainha, na linguagem de seus olhares mudos, pelo tempo que estavam em sua companhia e muitas delas já desconfiavam que algo muito forte unia o Senescal à jovem aia de Isolda.

— Acho que vamos ter outro casamento em breve... —sussurra Lívian à amiga, dando um risinho travesso.

— Ai, Lívian! Larga de ser mexeriqueira! — critica-lhe Helena, mas rindo também.

Isolda arregalou os belos olhos azuis e olhou Dinas, que após a observação das garotas, estava engasgado e vermelho como um tomate. Ela acabou rindo também, chamando a atenção de Tristão, que acabava de chegar.

— Qual é a graça?—pergunta ele.

— Seu amigo Dinas, como sempre! — fala ela. — Vou à praia com as meninas — avisa-lhe.

—Não se afaste muito, senhora. Preciso zelar por ti...

— Ora! Que preocupação tola, meu querido! Sei me cuidar muito bem...

—Sabe?! Sei... Ontem, quando lhe ensinava a manejar a espada, quase decepara o dedo do seu pé — comenta ele rindo.

Tristão?! Não precisa espalhar isso!

Isolda sai fingindo-se irritada, mas antes de cruzar a saída, sorri para Tristão ternamente.

— Oi, Dinas! Como estás, amigo?

— Menos confuso agora.

— Que bom!

— Vou falar com Brangia hoje.

— Não diga?!

— É... pois é... ãh... criei coragem... — pigarreia ele.

— Sim, esclareças tudo com Brangia e se ela é importante para ti, perdoe-a. Dê a si mesmo a chance de ser feliz, Dinas. Não é justo Brangia pagar pelo erro dos outros...

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Um comentário:

  1. Muito bonito, Paula! Tenho inúmeras imagens. Vou mandar-lhe por mail, ok?
    Beijos,
    Renata

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