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quarta-feira, 10 de março de 2010

Tristão e Isolda-Capítulo 18: Amores e Intrigas (5ª parte)




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Brangia chegou à praia e lá estava Isolda com as meninas de sua companhia, acompanhadas de Basílica, que evitava entrar na água para não estragar seu vestido novo. A rainha estava sentada na areia; o olhar perdido no horizonte. O cãozinho cavava impaciente, com as patas peludas e rechonchudas, a areia branca e brilhante. O focinho, vez ou outra, entrava e saía do buraco, farejando Deus sabe o quê. As meninas estavam a brincar à margem e fugiam risonhas, quando a água fria e espumante, quebrava logo abaixo de seus pés. Brangia tirou os sapatos e correu para perto de Isolda.

— Brangia, querida! Estava tão distraída que nem a vi chegar!

Brangia não cabia em si de felicidade.

— O que foi? — pergunta a rainha. — Estás muito feliz hoje, como há muito não a via!

— Dá pra perceber é?

— Mas claro!

— Ai, minha senhora... nem sei o que pensar, nem o que dizer...

— Conte-me! Quero compartilhar desta tua felicidade!

— Dinas me perdoou pelo que fiz... estou tão aliviada!

— Dinas é um bom homem; possuidor de um imenso coração! Sempre soube deste o princípio que ele entenderia —comenta a rainha, afagando as cabeça de Huddent, que continuava entretido em sua arte.

— Ele me pediu em casamento...

— Jura?!! E o que disseste?

— Nada. Não consegui dizer nada.

— Ah, Brangia... que maldade!

— Ele me pegou de surpresa... mas não sei se devo aceitar...

— Ora! — riu-se Isolda. — Faça-me um favor, Brangia! Tu o amas, bem sei! Por que a dúvida?

— Não sei... medo? Sensatez? Somos de classes tão diferentes. Eu sou uma mera criada e ele, um homem de berço e nobre...

— Amiga, pára de tolices! Antes de tudo sois uma mulher e com direito de amar e ser amada. Não deves jamais temer ou duvidar... tu mereces ser feliz, Brangia. És preciosa demais, para todos nós que te amamos.

— Senhora... — Brangia chora emocionada.

— Aceite logo o pedido de Dinas e assim que o rei Marcos voltar, case-se! É certo que ambos se amam...

— Isolda... obrigada por tudo. Por tudo que vós e Tristão fizeram por mim...

Isolda sorri e a abraça, mas ficando em seguida, meio amuada. Brangia preocupa-se.

— Que foi?

— Nada. Por um momento, pensar que Marcos pode estar voltando a qualquer momento, apreendeu-me o espírito.

— Por causa de Tristão, não é? Ambos não poderem mais se ver com tanta facilidade...

— Sim. Complicará um pouco as coisas. Estava tão em paz e Tristão também...

— Bem... um dia ele teria que voltar mesmo... — fala Brangia em tom conformado.

Isolda sorriu. Um sorriso meio torto e ao mesmo tempo cansado, quando percebeu que estava tarde.

NOSSA! Já tudo isso?! Precisamos voltar ao castelo. Basílica! Chame as donzelas! Precisamos ir!

Basílica chamou uma por uma e, cercadas de lamúrias e reclamações das donzelas, Isolda e ela regressaram ao castelo.

— Voltaremos amanhã se quiserem e o tempo ajudar — promete a rainha.

Mesmo?! Viva! — disseram todas.



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Um comentário:

  1. Paula, vou ser rápida, simples e sincera. Você leu a minha postagem? Tem acompanhado as postagem dos Slides? Estou doente! Abri o blog só pra pegar material pra que eu possa publicar.
    Beijos e Boa noite*
    Renata
    Hoje, não retribui visita a ninguém!

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