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domingo, 11 de abril de 2010

Tristão e Isolda-Capítulo 19: O regresso de Marcos (2ª parte)

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Os dias iam passando e Marcos já estava a caminho da Cornualha. Algo tinha que ser feito e rápido.

— Não vejo a hora de chegar em casa e rever minha esposa — falava ele animado.

Pelos seus cálculos, levando em conta as paradas para descanso, Marcos acreditava que chegaria à Cornualha dentro de duas semanas. Não enviou nenhum recado, queria chegar de surpresa. Talvez, nas atuais circunstâncias, fosse o melhor.

Enfim passam-se as duas semanas de forma preguiçosa. À frente, Marcos visualiza seu castelo. Será que testemunharia algo que o desagradaria? Teria mesmo que afastar Tristão? Isolda o receberia bem? Tais dúvidas perturbavam o coração do rei.

Chegando naquela manhã, foi recebido com grande festa. Basílica foi a primeira a dar-lhe as boas vindas.

— Basílica! Estás diferente, minha prima! Mais jovial! — admira-se Marcos.

— Passou o tempo do luto, meu primo querido e agora, cobri-me de cores para receber-vos — brinca ela.

— Linda como sempre! E tu, meu sobrinho? — dirigindo-se a Audret. — que me contas de novo?

— Ah, tu não vais acreditar! — antecipa-se Basílica. — Nos casamos!

— Não?! Oh, messa! Se querias surpreender-me ainda mais, conseguiste querida! E Tristão?! Onde está? Estranho não vir receber-me.

Enquanto o rei recebia as boas-vindas, Isolda decidira contar a Tristão, também recém chegado de Lioness, sobre o filho que esperava, pois a barriga, daqui a algumas semanas, começaria a aparecer, só que aquela chegada repentina do esposo, adiou sua decisão. Tristão estava em seu quarto e prestes a contar-lhe, entra a aia desesperada para avisá-los.

Isolda!!! Mande Tristão embora, o rei está chegando!

O quê?! — espanta-se ela.

Bem que Isolda havia ouvido um burburinho à entrada do castelo, como vivas e saudações, mas como o esposo não havia avisado quando chegaria, imaginou que fossem homens voltando da caçada, sendo recebidos por suas respectivas famílias.

Isolda ouviu-lhe a voz e Huddent latiu, ele parecia caminhar-se para o quarto.

— Rápido, Tristão! Desça pelo carvalho!

Foi só o tempo de Tristão descer e ele abriu a porta sorrindo. Por sorte, Isolda usava um vestido mais largo, que ajudava a esconder o fruto do pecado e evitar, agora, possíveis escândalos na Corte.

— Minha esposa! Que saudades! O que foi? Não está feliz em me ver? — cumprimenta-lhe Marcos.

Isolda custou um pouco a se recompor.

— Por certo que sim, meu senhor, apenas não o esperava tão... é... de repente! — tenta justificar-se.

Brangia estava calada. Huddent, como sempre, abanando o rabo para qualquer um. O rei fez-lhe festa.

— Pequeno Huddent! Como estás, senhorinha Brangia?!

— Muito bem. Obrigada milorde...

— Será que poderia... — pigarreia ele.

— Ah, sim! Claro!

Brangia fez uma atrapalhada reverência e saiu.

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