Aos poucos estou reescrevendo, encontrando, no íntimo, algum ânimo. Devo isso a vocês, que me acompamham com tanto carinho e não posso deixá-los tão na mão. Se a história não sair como deveria, peço que me perdoem, tentarei fazer o melhor que puder. Por sorte, a história no blog pode ser revista e melhorada, quantas vezes preciso for. Avisarei sempre. Um grande abraço a todos os meus amigos leitores.índice geral :: parte anterior
Marcos dirigiu-se à Isolda para abraçá-la.
— Senti muito a sua falta — fala ele.
— Eu também. Ah, meu senhor! Tu não imaginas o que aconteceu em toda a sua ausência! Preciso contar-vos as novidades! — desconversa ela para tentar ganhar tempo.
— Que novidades?
— Dinas e Brangia irão se casar e Audret e Basílica, se casaram!
— Ora, mas que boas notícias!
Do lado de fora, Brangia estava desesperada. Se o rei visse a barriga, iria logo perceber que Isolda o havia traído.
— Preciso avisar Tristão! Isolda não teve tempo de contar-lhe...
Enquanto isso, no quarto, Isolda tagarelava sem parar. O rei já estava enfadado com aquela conversa toda.
— Muito bem, minha querida, já me contaste sobre Brangia, Audret, só que não me contaste sobre vós. Como passou esses meses todos?
— Com muitas saudades...
— E sobre Tristão? Como ele se comportou durante minha ausência?
— Oh, muito bem! Um perfeito gentil-homem! Não me deixou faltar nada!
— Faltou-vos alguma vez com respeito? — quis saber o rei.
— Não senhor! De jeito nenhum! Ele me respeita como sua rainha! Por que essa pergunta absurda?
Isolda ficou preocupada, o olhar de Marcos tomou ares sérios.
— Eu recebi uma carta, enquanto estava nas terras de Uriens. Uma carta que não agradou-me nem um pouco.
Isolda estremece dos pés à cabeça. Será que Marcos sabia dela e de Tristão? Alguém teria visto os dois juntos e contado a ele?
— C-Como assim? — gagueja Isolda.
— Se eu pudesse, teria voltado no mesmo dia. Porém, para que corra tudo bem em uma viagem, esta deve ser muito bem planejada. Enfim, dizia a tal carta, que Tristão e você estavam muito íntimos.
Isolda ficou horrorizada e fingiu-se ofendida.
— Que língua infame incutiu em vossa mente tamanha barbárie?! E vós acreditastes? Pensei que confiasse em mim?!! Que me amasse?!!!
Marcos ao vê-la chorar, ficou desnorteado e sem saber o que dizer.
— Minha querida, entenda... Oh, por Deus! Não queria ofender-vos! Mas apenas achei que, como não fui um ótimo marido, por deixá-la só ainda recém casada...
— Pelo que me tomas?!
— És tão jovem e bela e eu, um velho...
— Chega, meu senhor, vos peço. A cada palavra que proferes, me ofendes ainda mais!
— Perdão vos peço por desconfiar de vós... Vem aqui...
Ela se afasta.
— Por que foges de mim? — reparou ele.
Isolda tinha que pensar em uma boa desculpa e rápido. O fato é que ela temia que ao abraçá-la, ele percebesse a barriga.
— Porque não quero vosso abraço, não depois de dar crédito a uma carta que acusou-me de forma tão injusta! Estou muito magoada... por favor... me deixe só.
O rei não contestou. Talvez, no lugar dela, se sentisse da mesma forma. Assim, preferiu sair e deixá-la acalmar-se.
“Eu consegui afastá-lo por enquanto, mas à noite terei que arrumar um meio de esconder o ventre estendido e que ele não me toque... ou talvez, o melhor seja que ele... Oh, deusa! Se eu e Tristão não encontrarmos uma solução, o rei terá que pensar que o filho é dele. Espero que ele não repare o meu estado, nem que para isso, eu use ervas mágicas que o embriaguem e não sinta a barriga um pouco crescida ...”
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