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Ele subiu rapidamente e foi só o tempo dele entrar, pegar a carta, quando Perynnis veio chamá-lo.
Era a hora dele agir e mostrar ao rei, a carta do rei da Irlanda, que há muito estava em seu poder.
Não demorou muito, Audret já se apresentava diante do rei, o qual, já foi descarregando desaforos sobre ele.
— Espero que te retrates sobre o que me informaste naquela carta. Não admito que lances dúvidas sobre a fidelidade de Tristão sem provas. Seu primo me garantiu que tudo não passou de cuidados extremos para com a rainha.
— Vai acreditar tão piamente nele, meu tio? Pois bem, não o julgo, afinal, Tristão sempre lhe foi muito fiel... embora, uma carta do teu sogro, confirme um fato incontestável do passado do teu amado sobrinho e cavaleiro. Enfim, de repente, foi mero arroubo de juventude! — retruca-lhe Audret com a voz calma.
— Do que estás falando, Audret? Que carta é esta?— Marcos franziu a testa. — Seja claro, por favor...
— Dói-me ter de mostrar-lhe isso, mas os barões que o servem, exigem que eu o faça. E há testemunhas oculares, que os viram juntos e que podem confirmar...
Marcos ficou confuso. Pelo jeito, a coisa ainda era mais séria do que ele imaginava.
— Me mostre esta carta, agora — ordena o rei.
Audret estende-lhe a carta comprometedora. Marcos abre e lê. A perplexidade ficou evidente em seu rosto.
— Não pode ser... ele e Isolda, no passado... mas ele me garantiu que...
— Eu sinto muito, senhor. Se fosse só esta prova, mas há testemunhas oculares do fato. Hestas, o vosso conselheiro.
— Hestas é muito velho! Já deve estar cego e não viu direito!
— Infelizmente, eu estava com Hestas e também vi, meu tio. Por Deus, preferia ser cego ao ver aquilo! — comenta ele, demonstrando pesar.
— O que viste?
— Eles, na praia, aos afagos e beijos!
O mundo de Marcos pareceu desmoronar e o mesmo sentiu-se mal, caindo sobre a cadeira. Audret ficou assustado.
“Opa! Acho que fui longe demais...” — pensou aflito e foi chamar ajuda.
Nesse interím, Tristão foi falar com Isolda e entrou sem cerimônias no quarto dela.
— Tristão?! O que faz aqui? É arriscado agora que o rei voltou!
Rei Marcos, depois de recobrar-se, exigiu a presença de Hestas, para que o mesmo confirmasse a história de Audret . No quarto, Tristão conversava aflito com Isolda.
— Por quê?! Por que não me contou que estava grávida?
— E-Eu não tive tempo. Decidiste ir para Lioness e não quis atrapalhar suas obrigações! Mas eu ia contar, assim que voltasses! Só que o rei chegou e...
Ele a agarra.
—Ele está desconfiado e me fez várias perguntas.
— A mim também!
— Jamais quis que chegasse a tal ponto! Meu Deus! Não vai ter outro jeito! — diz aflito.
Tristão começou a circular impaciente pelo quarto, enxugando o suor que pingava.
— Isolda, precisamos fugir. Ainda mais agora! Há a sorte de uma criança em jogo. Eu errei! Oh, Deus! Fui um tolo! Podíamos ter fugido na ausência dele! Podia tê-la levado para Lioness!
— E causar uma guerra? Seria o primeiro lugar que ele iria procurar-nos. Fora o desgosto que iria causar a ele. Marcos é tão importante para ti quanto eu! Não conseguirias Tristão...
— Mas num caso como esse, por Cristo! Eu passaria por cima de tudo! Se eu soubesse deste filho...
— Quando partiste eu também não sabia, não tinha certeza!
Tristão começou a chorar.
— Eu também amo o meu tio, jamais me perdoaria se fizesse isso! Oh, Isolda! Eu me sinto dividido, porque desde que meu pai morreu, Marcos assumiu-lhe o lugar e passou a devotar-me ainda mais amor. Meu pai nos fez jurar, em seu leito de morte, que seríamos como pai e filho! A parte de Marcos, ele a está cumprindo com louvor, já eu, estou cada vez mais desonrado e agora, essa gravidez!
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