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domingo, 17 de outubro de 2010

Tristão e Isolda-Capítulo 20: Acerto de Contas - (5ª parte)



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O rei subiu aos aposentos e agora, iria acertar as contas com Isolda. Uma vez confirmado por Tristão, como um fato no passado dos dois, ela não teria como negar. Marcos entrou no quarto e Isolda reparou que ele estava estranho. Brangia também reparou.

—Algum problema?

— Por que deveria? Há de fato algum problema ? Espero que minha senhora me diga...

Isolda recuou assustada e Brangia idem. Elas nunca o tinham visto assim.

— Não sei do que falas, milorde!

— Ah, não sabes... Brangia, saia!

Brangia hesitou em sair e só obedeceu, porque Isolda fez-lhe um sinal para que saísse. Depois que Brangia saiu, ele agarrou a esposa e jogou-a sobre a cama.

Meu rei! O que pensas estar fazendo?

Não mintas mais para mim e nem ouse enganar-me, pois não serei clemente!

Estás louco?!

Huddent o atacou quando viu sua dona ameaçada, mas contra Marcos, ele não pode fazer muito por ser tão pequeno. O cãozinho acabou expulso do quarto.

— Diga que não é verdade que Tristão e vós, senhora, já se envolveram no passado! Diga e não respondo pelos meus atos!!! Eu já soube de tudo...

Isolda viu-se perdida e morta. Só um milagre para salvá-la agora.

Eu não sei do que estás falando, meu senhor!

Sabe sim! Ah, tu sabes! Eu vi a carta de teu pai oferecendo tua mão à Tristão.

C-Como?! E-Eu não sei nada direito sobre isso...

Mentirosa!!! Tristão já confirmou sobre o passado de vocês! Vais contra a declaração de teu antigo amor, mulher?!

Marcos, por favor... — Isolda entrou em desespero — ...eu posso explicar!

Brangia, como estava preocupada, ficou ouvindo atrás da porta. O rei parecia que iria matar a rainha a qualquer momento, no que ela se desesperou e correu para chamar ajuda. Foi logo atrás de Dinas, seu noivo e Perynnis, o pajem de Isolda.

Audret e Basílica que adoraram, pois os gritos encolerizados do rei, se fazia ouvir pelos corredores do castelo.

Nossa! O que é isso?! Meu Deus! — exclama Basílica.

— O doce som da vitória! — comemora Audret levantando-se de um pulo e correndo para ver o resultado de sua vingança.

Ei! Espera!!!!

Basílica correu atrás, ajeitando “desajeitadamente” as madeixas cobres de seu penteado.

Tristão também ouviu e percebendo o corre-corre, foi tentar fazer algo para salvar sua amada, mas Dinas o impediu.

Não, Tristão! Tu não deves ir!!!

Me larga Dinas! Ela precisa de mim!!!

Indo lá, só irás piorar as coisas!

Brangia só sabia chorar de apreensão.

Na porta do quarto, Huddent cavava impaciente por baixo da fresta e gania desesperado. Perynnis o pegou e Dinas entrou nos aposentos, a tempo de segurar o rei.

Majestade, acalme-se! Estás fora de si!!!

Audret e Basílica chegaram naquele momento. Basílica, por ordem de Audret, correu para abraçar Isolda e fazer-se de amiga.

Marcos! Por que fazes isto com a pobrezinha?!!!!

Vais continuar negando, depois de tudo que foi confirmado, mulher infame?

Não! Não vou negar!!! É a verdade que queres? Pois terás a verdade!!! — grita Isolda corajosa e altiva. — Sim! Eu e ele nos envolvemos no passado! Mas meu pai, por saber ser ele o assassino de Morholt, não deu-nos sua benção e nos afastou, expulsando-o da Irlanda. Porém, vendo-me triste, acredito que decidiu voltar atrás e escrever a Tristão, pedindo que voltasse para se casar comigo. Só que Tristão não deu nenhuma resposta e foi buscar-me para casar sim, mas convosco, e chegando à Irlanda, o mesmo confessou a meu pai que não sentia mais nada por mim, pois estava envolvido com outra mulher, que havia encontrado um outro amor! — Isolda tenta essa saída, para acalmar o marido e funcionou. — Por isso, só o que posso dizer sentir por ele, agora, é desprezo!

Como?! Mas nunca a vi demonstrar isso e destratá-lo!

Por consideração a vós, o tolero! Oh, o Céu é testemunha do quanto desejava a vossa volta, para não ter que suportar mais a companhia de Tristão. Embora não demonstrasse, eu o odiava por isso e queria me vingar! Mas depois que vos conheci, descobri um novo sentido para a minha vida!

Isolda conseguiu simular lágrimas de alguém muito humilhado e incompreendido. Audret teve vontade de gritar, acusá-la de mentirosa e pervertida. Contudo, conteve-se, pois o rei caíra na artimanha dela e logo se jogou aos pés da rainha, a pedir-lhe perdão.

— Isolda, minha querida! Me perdoe!!! Não sei o que deu em mim!

Sois um tolo! Nunca reparastes que quando me obrigavas à companhia de Tristão, nós dois ficávamos estranhos? Não reparastes nas escusas de Tristão para não comer em nossa companhia? Era sempre tu que o obrigavas a sair da solidão dos seus aposentos para vir ter conosco. Sabe por que disso? Porque ele sabia que eu o odiava...





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