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Pelo mundo

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Tristão e Isolda-Capítulo 20: Acerto de Contas - (3ª parte)



Postei finalmente três textos. Depois de meses ausentes, em respeito a todos que me acompanham, era o mínimo que podia fazer. Confesso que nesse tempinho de férias, dei uma repensada na história e mudei muitas coisas para oferecer uma leitura cada vez melhor a todos. Abraços e espero que curtam.

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Tristão foi outra vez ao encontro do tio, que agora, estava com uma cara nada amistosa. Audret estava com um sorriso sarcástico, iluminando todo o rosto e Hestas, o velho conselheiro, encarava-o com ares de severa reprovação. Um silêncio mortal pairava no ar. Tristão desejou mais uma vez, como tantas outras, que o chão se abrisse e o devorasse até o rei quebrar o silêncio.

Saiam os dois! — ordena ele.

Audret protestou.

— Mas, senhor meu tio, eu...

— Ambos já cumpriram a que vieram, agora, minha conversa é só com ele.

Tristão não desviou, em momento algum, o olhar de seu tio. Hestas e Audret saíram contrariados. Marcos se levantou e sem hesitar, achegou-se a Tristão e deu-lhe um sonoro tapa em sua face. Os dedos ficaram logo marcados, mas Tristão não ofereceu nenhuma resistência e também, não reagiu.

DEVASSO!!! MENTIROSO!!! IGNÓBIL!!!! Mentiste para mim! Disseste-me que estavas cuidando de Isolda com extremo zelo?! Que me dizes disto?

Marcos jogou a carta de Anguish no rosto do sobrinho. Tristão, sem entender, pegou a carta e leu. Ficou sem palavras e lembrou-se da vez que o rei da Irlanda comentara, sobre uma carta que enviara a ele.

Vais ter a coragem de negar os sentimentos por Isolda, depois desta prova?

Tristão amassou a carta e deixando vazar toda a raiva contida; explodiu:

Não! Não vou negar! Mas isso já foi há muito tempo! Só o que sinto por ela agora, é respeito por ser vossa esposa!

Ordinário!!!

Lágrimas relampejaram nos olhos de Marcos e ele agarrou o sobrinho pela túnica, sacudindo-o violentamente.

Não é o que certas pessoas andaram vendo. Enquanto estive fora, te davas ao desfrute com minha mulher!!!

Marcos jogou-o no chão. Tristão desembainhou a espada e o rei, pensou que o sobrinho fosse atacá-lo para ficar de vez com Isolda. Qual não foi sua surpresa, quando Tristão jogou-se aos pés dele e estendeu-lhe a espada, suplicante.

— Sei que não posso fazer-vos acreditar em mim, pelo veneno que incutiram em vossa mente a meu respeito, senhor. Mas para provar o quanto vos sou fiel, entrego-vos a espada que me destes, e se quiserdes me matar, faça bom uso dela. Minha vida é vossa, disponhais dela como desejares.

Marcos ficou pasmo. Não esperava uma atitude daquelas.

— Pois eu devia realmente matá-lo — fala o rei embargado.

— Não me oporei, meu tio... que tua vontade seja feita. Mate-me, se isto o fizer sentir-se melhor.

Tristão insistia em passar-lhe a espada, porém, Marcos negou-se a cumprir o que ele pedia. O cavaleiro continuou...

— Houve um tempo, que de fato, cheguei a amar Isolda, quando éramos mais jovens. Só que este tempo passou e não há mais nada entre nós. Se alguém diz ter visto isso, de certo, não viu direito ou não aprecia minha pessoa e quer me ver fora deste castelo.

— Uma pessoa poderia ter se enganado, agora duas, muito pouco provável, não acha? E você acredita que vosso primo desejaria prejudicar-vos? Segundo o próprio confirmou, ele foi uma das testemunhas que os viram juntos, como Hestas.

— Sempre respeitei Audret como a um irmão. O que possa tê-lo levado a levantar esse falso contra mim, desconheço.

— Eu gostaria muito, mas não posso mais acreditar em ti, pois mentiste antes para mim; negou que tu e Isolda tivessem se amado... Embora queira, do fundo de minha alma, eu não consigo perdoá-lo. Não antes de julgá-lo...

— Compreendo tua aflição, meu tio. Mas é de teu conhecimento, senhor, que tenho alguns inimigos declarados neste castelo e que tudo fariam para acabar com vossa confiança em mim. Peço-vos, que pense nisso quando levar-me a julgamento — diz-lhe Tristão calmamente e inabalável.



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2 comentários:

  1. Olá...
    Por sorte..em uma pesquisa no Google descobri teu Blog..e que doce encanto ler..mais uma vez a triste e emocionante história de Tristão e Isolda...muito obrigada por estes doces momentos de leitura agradabilíssima...rs**
    Beijos...
    de sua mais nova leitora assídua..rs**
    Cássia..

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  2. Obrigada Cássia. Que bom que você está adorando, comentários como o seu me incentivam a escrever ainda mais. Volte sempre!

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